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Absolar | Postado em: 06/03 - 17:21
SETOR EM CRESCIMENTO
Até o fim de 2018 deverão entrar em operação 2,3 mil MW das usinas alimentadas pela luz do Sol

     

     

     

     

    De acordo com a ABSOLAR, os consumidores residenciais lideram o uso da energiasolar fotovoltaica, representando 42% da potência instalada no país. São pessoas como o comerciante Wilson Ivo de Oliveira, de Várzea da Palma, cidade vizinha a Pirapora. Ele investiu R$ 40,8 mil em um sistema de geração de energia solar voltaica em seu supermercado. “Pagava cerca de R$ 950 de luz por mês. Hoje, só R$ 78, sendo que R$ 38 são referentes à taxa de iluminação pública”, explica.

    A fonte renovável também trouxe economia para a confeiteira Marta Souza Morais, que tem quatro geladeiras, um freezer, três aparelhos de ar-condicionado e duas batedeiras industriais em casa. Há dois anos ela instalou um sistema de geração de energia solar no telhado de sua casa, no Bairro Todos Santos, em Montes Claros. “Juntei minhas economias e paguei R$ 34 mil. Sei que hoje está até mais barato, mas estou muito satisfeita. Foi o investimento que fiz na vida. Pagava entre R$ 600 e R$ 800 de luz. Hoje, pago R$ 75”, relata.

    A rede de farmácias Minas Brasil também optou pela energia limpa no Norte do estado. Desde 2015, a empresa aplicou R$ 3,2 milhões em 2.084 módulos, que atendem 12 lojas da rede. “Percebemos uma redução de 85% no gasto com energia elétrica. A partir de agora, a expectativa é de pagar todo o investimento em até 60 meses e contabilizar apenas as vantagens da energia solar”, afirma o empresário Leandro Guedes, diretor da Minas Brasil. Segundo dados da ABSOLAR, as empresas dos setores de comércio e serviços representam 39% do mercado do uso de energia solar fotovoltaica no Brasil. Em seguida, aparecem as indústrias (9%) e os sistemas localizados na zona rural (5%). Edificações e serviços do poder público correspondem a 5% do público, assim como o grupo representado pelas escolas, hospitais, tribunais e a própria iluminação pública.

    Os números do rápido crescimento da energia solar no Brasil impressionam. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), atualmente, a potência instalada no país é de 1,1 mil megawatts (MW) em usinas solares fotovoltaicas de médio a grande portes. A expectativa é que a capacidade instalada mais do que dobre neste ano. Até o fim de 2018 deverão entrar em operação 2,3 mil MW das usinas alimentadas pela luz do Sol. Os investimentos no setor até 2017 somaram R$ 4,5 bilhões. Aprevisão é de que os investimentos acumulados deverão atingir aproximadamente R$ 13,6 bilhões até final deste ano. A criação de empregos pela energia solar também é aquecida: atualmente, gira em torno de 20 mil postos de trabalho e a estimativa é atingir 25 mil novos empregos diretos e indiretos este ano.

    O Brasil tem 18.214 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e engajamento ambiental a 20.518 unidades consumidoras, que somam mais de R$ 1,33 bilhão em investimentos acumulados desde 2012, em todas as regiões brasileiras. O presidente da ABSOLAR,Rodrigo Sauaia, lembra que, até 2016, a capacidade instalada de energia solar no Brasil era apenas 90 megawatts e houve um crescimento de 11 vezes em um ano. “O ano passado foi histórico para aenergia solar no Brasil”, afirma. Também salienta que a geração a partir de fontes renováveis, como a luz solar, “diversifica a matriz energética e faz com o país fique menos dependente das hidrelétricas e das termelétricas.”

    ATRATIVOS Sauaia ressalta que a tendência do setor é continuar despontando, por causa das vantagens oferecidas, sendo uma delas a condição de o cidadão gerar a própria energia que gasta e reduzir custo. Ele afirma que a conta de luz tem reajustes muito acima da inflação, o que contribui para as pessoas investirem nos sistemas próprios de geração de energia. “Os consumidores estão em busca de novas formas de economia”, observa. Por outro lado, o dirigente da ABSOLAR assinala que para que o mercado da energia solar venha avançar ainda mais é preciso que o governo federal libere mais linhas de crédito para pessoas físicas.

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